Distrito Federal

BOMBEIRO DÁ VOZ DE PRISÃO A AGENTE DO DETRAN POR PORTE ILEGAL DE ARMA


Bombeiro prende agente do Detran durante operação

No diálogo com um dos agentes, percebeu que ele estava armado e lhe deu voz de prisão por porte ilegal

Um confronto entre agentes do Detran e militares foi parar na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. Tudo começou quando o major Barros, bombeiro reformado, questionou a atuação do Detran, que fechava um balão em Águas Claras. O bombeiro levava o filho à escola e se contrariou com a lentidão do trânsito, a partir da operação, montada perto de um quartel da corporação.

No diálogo com um dos agente, percebeu que ele estava armado e lhe deu voz de prisão por porte ilegal. Solidários, os demais agentes disseram que, se o colega estava preso, eles também estariam e iriam juntos para a delegacia.

Na troca de acusações, descobriu-se que ao menos outro agente do Detran estava armado. Os agentes, por sua vez, alegavam que podem legalmente portar armas.

Conflito na delegacia

O conflito transferiu-se assim para a 21ª Delegacia de Polícia, a mais próxima do balão. Para lá acorreram não apenas bombeiros militares e agentes do Detran, mas também policiais militares e agentes do Departamento de Estradas de Rodagem.

Embora um dos agentes afirmasse que eles têm o direito de estar armados em blitze, inclusive com registro em carteira de trabalho com essa observação, três dos agentes do Detran acabaram autuados por porte ilegal de arma. O bombeiro reformado disse que se sentiu ameaçado pelos agentes armados.

A Polícia Civil averiguou que havia registro federal da arma de fogo com validade até 17 de janeiro de 2017. Em nota, o Detran explicou que “o porte de armas para Agentes de Trânsito do Detran-DF foi concedido à categoria por meio da Lei Distrital n° 2.176/98”.

Assim sendo, a Lei anterior, n° 1.398/97, foi alterada para incluir o cargo de Agente de Trânsito e o porte de arma passou a ser permitido. “Ao ser aprovado em concurso público, passar pelo Curso de Formação Profissional e tomar posse no cargo, o Agente de Trânsito recebe o porte de arma junto com a carteira funcional”, esclareceu o órgão.

No entanto, para a aquisição da arma ser facultada ao servidor, ele deve registrá-la em seu nome. “Vale ressaltar que desde 1998, quando os agentes adquiriram o direito ao porte de arma, não houve nenhuma ocorrência de disparo de arma de fogo em via pública por agentes do Detran-DF”, concluiu o Departamento.

Fonte: Jornal de Brasília

 

COMENTO

Este fato que aconteceu entre um major do CBMDF e alguns agentes do DETRAN configuram-se em fato isolado e não deve prejudicar a parceria que envolve as duas corporações, assim como não deve e não pode gerar qualquer retaliação entre os profissionais das duas categorias. 

Os profissionais de ambos os órgãos devem saber diferenciar atos isolados de decisões institucionais. Não há nenhum tipo de postura negativa que se tenha notícia ou que valha a pena relembrar.

Não há como se fazer juízo de valores, já que tanto o bombeiro como os agentes, contam versões diferentes sobre a origem do embate. No entanto, o conflito que tomou mídia, dado ao poder das redes sociais e as imagens que se espalharam pela internet, produziu uma discussão acalorada sobre o porte de armas dos agentes do Detran.

Num levantamento informal das opiniões de vários bombeiros e policiais sobre o fato, o que predomina entre a maioria é o entendimento de que qualquer parecer, permissão ou punição sobre o uso de armas pelos agentes só deve ser motivo de discussão após o judiciário se manifestar e não outros agentes de segurança pública, afinal, eles também fazem parte da SSP. Já basta a depreciação de parte da mídia e da sociedade das atividades ligada a atividade policial e de fiscalização. 

Contudo, há também a opinião de que o uso da arma pressupõe uma questão que é fato no Brasil, de que o estado é tão ineficiente para produzir qualidade de vida aos seus cidadãos, e por outro lado é tão eficaz em propor toda estrutura necessária para agir contra os “inadimplentes da nação”, ou seja, pra multar, pra cobrar, pra fiscalizar usa-se os mais modernos recursos tecnológicos e em contra-partida não há o retorno justo para os impostos pagos, os serviços públicos são de má qualidade, além dos bilhões que são desviados dos cofres públicos por conta da corrupção. Já imaginaram se o estado esteve em pé de igualdade com os contribuintes? Quem estaria devendo quem?

Bem, isso é outra discussão e nada disso é culpa dos agentes de trânsito, mas não há como o cidadão não fazer essas comparações toda vez que vê uma viatura amarelinha.

Pra terminar, e voltando ao assunto em questão, estamos numa cidade extremamente perigosa e muitas vezes os agentes de trânsito, tanto do Detran como do DER, se vêem em situações de risco onde a abordagem  segura terá que ser realizada com o uso de arma de fogo, já que pode se tratar de bandidos ou de alguém que se sinta injustiçado e esteja utilizando um arma e assim coloque a equipe em risco. Além disso, quanto mais agentes de segurança pública em condições de fazer o bem, melhor.

Quanto aos conflitos entre membros da segurança pública, fica o recado: Nossa inimiga é uma só, e ela se chama MORTE! Ele pode estar representada por um bandido, por um acidente, por uma situação onde há a necessidade de ação de algum herói que irá impedir que ela chegue para um cidadão de bem ou para nós mesmos. Estamos todos do mesmo lado!

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