Distrito Federal

Delegados da PCDF são presos em operação da própria PCDF


Policiais civis e promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) prenderam, na manhã desta sexta-feira (8/3), os delegados da Polícia Civil do DF, Paulo Cesar Barongeno e Sandra Maria Silveira, e o doleiro Fayed Antoine Traboulsi. O trio é suspeito de atrapalhar investigações conduzidas pela Polícia Civil; eles foram encaminhados à Corregedoria Geral de Polícia.

A delegada Sandra Maria da Silveira é assessora jurídica da Secretaria de Segurança Pública. Ela e o delegado Paulo César Barongeno foram denunciados à Justiça pelos crimes de coação (artigo 344 do Código Penal) de policias civis e violação de sigilo funcional por supostamente terem interferido numa investigação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e do Ministério Público do DF sobre operações do doleiro Fayed Trabousli relacionadas ao Ceilândia Esporte Clube.

Fachada da Corregedoria Geral de Polícia, onde os suspeitos foram levados (Ed. Alves/CB/D.A Press)

Fachada da Corregedoria da PCDF, onde os suspeitos foram levados

A delegada Sandra foi denunciada também por desacato a um colega que estava responsável pela investigação contra o doleiro.

A delegada Sandra Maria de Silveira, presa no dia 07 de março na Operação Infiltrados, é assessora jurídica da SSP.

Ela e o delegado Paulo César Barongeno foram denunciados à Justiça pelos crimes de coação (artigo 344 do Código Penal) de policias civis e violação de sigilo funcional por supostamente terem interferido numa investigação do Ministério Público do DF sobre operações do doleiro Fayed Trabousli relacionadas ao Ceilândia Esporte Clube.

A delegada Sandra foi denunciada também por desacato a um colega que estava responsável pela investigação contra o doleiro.

Requerida pelos promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF, a  prisão é preventiva e se não for revertida pela Justiça poderá durar até o julgamento da ação que tramita na 1a Vara Criminal de Taguatinga.

O secretário de Segurança, Sandro Avelar, diz que vai aguardar informações mais precisas para tomar alguma providência, se considerar necessário.

Um agente da Polícia Civil do DF prestou depoimento em que contou ter sido pressionado diretamente por Barongeno para interferir nas investigações relacionadas a Fayed.

Segundo o agente, Barongeno e Sandra estiveram na casa dele para reclamar do depoimento que ele prestou ao Ministério Público relatando as pressões.

 

Fonte: Blog da Ana Maria Campos / Correio Braziliense

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