Brasil

Dirigível da PMAM está abandonado há 4 anos por falta de investimento


Equipamento comprado em 2010 por R$ 600 mil foi utilizado poucas vezes em caráter de teste

Manaus – No ano de 2010, o Governo do Amazonas, em convênio com o Ministério da Justiça, gastou R$ 600 mil na compra de uma aeronave não-tripulada, do tipo dirigível (formato de balão), para auxiliar nas investigações de combate ao tráfico de drogas e crime organizado, com foco no melhoramento da segurança pública na Copa do Mundo, neste ano. Quatro anos se passaram, jogos da Copa estão prestes a serem realizados em Manaus e o equipamento permanece guardado, sem uso.

O secretário de Segurança Pública do Estado, coronel PM Roberto Vital, informou que a aeronave, tecnicamente chamada de ART (Aeronave Remotamente Tripulada), foi usada poucas vezes, em caráter de teste, durante investigações na área ambiental e em observações de plantios de maconha no município de Maués (a 276 quilômetros a leste de Manaus). De acordo com Vital, o equipamento precisa de uma estrutura técnica que garanta a manutenção e uso corretos.

“É preciso construir um hangar, com oficina, um espaço para fazer pousos e, além de bombas de ar comprimido para encher e esvaziar o dirigível, dentro das normas de segurança”, explicou.

Vital garantiu que a estrutura que falta para fazer a ART entrar em operação deve ser entregue em maio, antes da Copa. “Estamos avaliando o local para essa estrutura, se vai ser no Aeroclube de Manaus, na Base Aérea ou no município de Rio Preto da Eva”, disse. A aeronave, comprada pelo Estado, é da marca Swissteps, modelo Falcon SF7000GC, de fabricação suíça e design indiano.

O secretário executivo adjunto de Inteligência, Thomaz Vasconcelos, explicou que trata-se de uma aeronave leve, eficiente, difícil de ser vista no céu a olho nu e manuseada em solo, por controle remoto ou via satélite. O equipamento tem câmeras que transmitem imagens em alta definição para uma central móvel. A autonomia de voo pode chegar a quatro horas e as imagens podem ser captadas a até 50 quilômetros.

Segundo ele, o equipamento está encaixotado porque a sede da Secretaria de Inteligência (Seai) está em reforma. “Assim que a manutenção do prédio for concluída, faremos a remontagem da aeronave e a colocaremos para operar. Ela nos ajudaria em muitas missões de investigação”, afirmou.

Segue abaixo o projeto do Exercito Brasileiro para Dirigíveis Hibridos (apenas para interessados).

Fonte: Defesa BR / EB / D24 AM

http://www.defesabr.com/Eb/eb_dirigiveis.htm

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Exército Brasileiro  –  EB

Meios Disponíveis e Futuros

DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS

MULTIMISSÃO NA AMAZÔNIA

DHM - CD-300 do EB
O Futuro Dirigível Híbrido Multimissão DHM CD-300
(Pesado, de 300 ton) do EB e da MB.
(Arte DEFESA BR por Edilson Moura Pinto)

O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.

 DIRIGÍVEIS NA AMAZÔNIA

TRANSPORTE POR DIRIGÍVEIS deveria ainda estar em desenvolvimento pelo EB, jamais deveria ter sio abandonado,pois trata-se de um fantástico meio a ser vastamente utilizado para ajudar a resolver de forma econômica e em grande estilo de PD&I nacional o grave problema logístico da ocupação civil e da operação militar na região Amazônica.

Dirigível  N-6 de Santos Dumont 
Em 31 de outubro de 1901, às 18 h, os canhões da Torre Eiffel
anunciaram que o brasileiro Santos Dumont havia ganho
um prêmio de 100 mil francos com seu dirigível N-6.

Um dos imperativos da END é a mobilidade. O Brasil tem dimensões continentais e faz fronteira com dez nações, além de ter uma fronteira marítima de 8 mil km. As Forças Armadas não têm como estar presentes em todos os pontos ao mesmo tempo. Nesse caso, a mobilidade é um fator mais que estratégico, é vital.

Portanto, o advento dos Dirigíveis Híbridos Multimissão na Amazônia não pode ser visto somente como uma necessidade, mas acima de tudo como um imperativo pela mais fantástica mobilidade logística entre todos os meios de transporte conhecidos na atualidade.

 

Quem não é o Maior, tem
que ser o Mais Ousado
.
(Roberto Mangabeira Unger)

De acordo com um antigo projeto do EB chamado “DIRIGÍVEIS NA AMAZÔNIA”, o dirigível inflado com gás hélio (não inflamável) permite grande autonomia e economia, sofre baixa interferência eletromagnética, é mais seguro ecologicamente correto, oferece excepcional conforto aos usuários, por estar livre de ruídos, além de ter baixíssima vibração e boa visibilidade; tal fator torna-o capaz de navegação diurna e noturna, inclusive por instrumentos.

O dirigível oferece possibilidades de cumprir missões de busca e salvamento, vigilância aérea (AEW), patrulha fluvial e marítima (ASW), apoio a núcleos isolados na forma de Ação Cívico-Social (ACISO), e, principalmente, transporte de pessoal e material com enorme eficiência e facilidade, em comparação com outros modais aéreos, terrestres e marítimos, os quais deverão operar em conjunto, como intermodais.

Organic Air

Exemplo canadense de envolvimento orgânico com defesa
multidimensional entre meios navais e aéreos, como o DHM.
(Arte Leadmark )

O EB vem se preparando desde 1990 para a introdução definitiva desse meio de transporte militar e já conta hoje com estrutura e equipagem de apoio às operações dos dirigíveis na Amazônia, abrangendo unidades militares em diversas localidades dos Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Maranhão.


SELVA !
A Amazônia é prioridade nacional.

Pode-se falar em 26 unidades no arco das fronteiras com tais equipagens em um universo próximo a 62 localidades, onde já encontram-se algo próximo a 30.000 homens do EB.

Amazônia – Vista a partir do Pico da Neblina.
(Foto do EB)

Somente no aspecto logístico militar de sua operação, os dirigíveis serão destinados, por um lado, ao transporte de equipamentos e produtos necessários para a construção e operação de obras de engenharia, pequenas comunidades, bases aéreas, navais e pelotões militares, e, por outro lado, ao transporte de veículos, embarcações, aeronaves, tropas, e serviços (vigilância e patrulha) de proteção e segurança de nossas extensas fronteiras. 

De acordo com a simulação do DEFESA BR, sua maior missão será a de suprir e interconectar as diferentes Unidades e as operações realizadas pelas 3 Forças Armadas na Amazônia, como FORÇAS INTEGRADAS ORGÂNICAS operando com enlace em redes, atendendo como ninguém tanto aos Pelotões de Infantaria de Selva do EB como aos NAVIOS-PATRULHA da MB, dando-lhes a SINERGIA LOGÍSTICA que nenhum outro meio ou intermodal alcançará em tal região inóspita e difícil.

Defesa da Amazônia
FORÇAS INTEGRADAS ORGÂNICAS

pela Defesa da Amazônia

Em conjunto com estes, poderão ainda atuar com superioridade como pequenos postos de saúde ou mesmo como sofisticados hospitais móveis, atendendo às diferentes comunidades espalhadas pelas regiões em exigível e rápido desenvolvimento. 

No aspecto de dirigíveis civis (futuras reservas militares), tornar-se-ão ainda um exemplar meio suplementar aos serviços governamentais e aos atuais meios de transporte para passageiros e carga na região, apoiando uma efetiva colonização, nos moldes do PROGRAMA CALHA NORTE (PCN).

Calha Norte é um planejamento a longo prazo para o desenvolvimento econômico da região ao norte das calhas dos rios Solimões e Amazonas, e a sua conseqüente integração ao restante do país. Visa levar a assistência governamental aos moradores da fronteira Norte do Brasil, numa ação integrada entre militares e órgãos da administração civil.
Objetivo do PCN:“Aumentar a presença do Poder Público

na região ao norte do rio Solimões/Amazonas, contribuindo para a Defesa Nacional, proporcionando assistência às suas populações e
fixando o homem na Região”.


DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO (DHM) NA AMAZÔNIA

Na Amazônia, região de difícil acesso por terra e mesmo por rios, repleta de áreas úmidas, quentes e hostis a grandes equipamentos como tanques, o diferencial é a qualidade do equipamento pessoal do soldado, somado ao seu treinamento e impecável conhecimento do terreno, mesmo com cartas e bússolas.

Além desse aspecto, o único fator que realmente importa para o sucesso de suas variadas missões é uma boa estrutura de  LOGÍSTICA. Nesse ponto, oDIRIGÍVEL é o meio ideal para esse sucesso (e ainda melhor combinado com outros).Na atual simulação do DEFESA BR, será utilizada a nova tecnologia dos DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO (DHM), com versões de aeronaves pesadas (300 ton de carga) e médias (100 ton), as quais terão a capacidade de realizar pousos e decolagens verticais, em VTOL, em terra ou dentro d’água (rios e oceanos).

Híbrido do EB

Híbrido do EB


Dirigível Híbrido – DIRIGÍVEIS NA AMAZÔNIA – EBDesenhos originais de um projeto do Exército
Brasileiro, conforme link acima já retirado do ar.
O trabalho em pdf abaixo e os desenhos
acima ainda dão uma ideia

MONITORAMENTO AMBIENTAL DA AMAZÔNIA USANDO DIRIGÍVEIS

Discretos pela altitude de operação e sempre silenciosos, os dirigíveis híbridos multimissão poderão operar tanto em pistas mínimas ou helipontos, quanto em locais desprovidos de infra-estrutura terrestre.

Poderão mesmo pousar e decolar de praticamente qualquer local, inclusive atrás dos NAVIOS-PATRULHA de 1.000 ton. da MB nos rios e afluentes da Amazônia, quando poderão intercambiar pessoal, suprimentos, equipamentos e veículos pelas rampas elevadas interligadas de ambos, conforme seus projetos conjuntos.

Como excelentes plataformas multimissão, poderão executar diversas tarefas, simultaneamente, e serão o principal apoio às Unidades do EB na Amazônia, auxiliando ainda os seus pares da MB no forte apoio aos Meios Distritais da MB, Navios e Lanchas de Patrulha.

Os dirigíveis do EB e da MB serão a plataforma ideal, persistente e vantajosa para participarem com as aeronaves da FAB em um esquema intermodal com larga vigilância aérea, fluvial e marítima, patrulhamento geral e operação com enlace em redes.

Junto a uma Frota da MB, podem atuar como busca e resgate, reconhecimento e análise eletrônica, AEW, comando e controle, ataque de míssil de precisão, guerra aérea, de superfície, submarina, anfíbia, OTHT, missões de suporte à frota, etc.

DHM
DHM Pesado, de 300 ton.Todos os DHMs operarão em esquema de C4ISR, processando e coordenando inteligência em toda a região fronteiriça e na Área Marítima, ou seja, nas 2 AMAZÔNIAS

Area Marítima da Amazônia Azul
O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima. 
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte Marinha do Brasil)
Trata-se de uma plataforma superior, operando a altas velocidades (acima de 150 mph em cruzeiro), por horas ou dias a fio, grandes altitudes (acima de 20.000 metros) e com fantástico alcance superior a 20.000 km. Opera também com grande capacidade de detecção, transmissão de dados e mesmo de aquisição de alvos a centenas de quilômetros (até 500 km).

Possuindo armamentos modernos e atuando em grande número, eles poderão ajudar a formar um sistema único no mundo, capaz de alavancar em muito a ainda distante proteção oferecida pelos sistemas SIVAM / SIPAM na AMAZÔNIA VERDE e SIDM / ASAT na AMAZÔNIA AZUL.

Os discretos DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO, ou DHMs, eventual ou permanentemente, serão até mesmo BASES MÓVEIS AVANÇADAS, em que UM dirigível híbrido médio com capacidade de 100 ton de carga poderá estar configurado para manter ou mover de / para UM NAVIO-PATRULHA MULTIFUNÇÃO SEIS PELOTÔES MÓVEIS do EB (de 70 tropas cada) e seus equipamentos, inclusive veículos especiais.

Tendo cada tropa o peso de 100 kg com seus equipamentos pessoais e tendo 150 kg de armamentos pesados e demais cargas per capita, cada DHM médio de 100 ton transportaria 42 ton com 420 homens e mais 58 ton de armamentos por viagem.

O efetivo normal de uma brigada é de aproximadamente três mil homens. Na área amazônica, ela é constituída por três batalhões de infantaria de selva (cada um com cerca de 600 homens), e o restante da Brigada se divide entre as tropas de apoio (Artilharia, Engenharia, Comunicações e Logística) e o Comando do efetivo.

Portanto, apenas UM dirigível híbrido pesados para 300 ton de carga terão a incrível capacidade, agilidade e economia logística de transportarem com segurançaDOIS batalhões inteiros de infantaria de selva (600 homens cada).

Seguiriam ainda seus equipamentos pessoais, além de demais armamentos e cargas – simultaneamente – a um só tempo, por longas distâncias em poucas horas, sem 1/10 do alarde que navios, aviões e helicópteros fariam em muitos dias de árduos e anti-econômicos esforços, com somente 5 % dos custos operacionais destes.

Cada DHM pesado de 300 ton transportaria 125 ton com 1.250 homens e mais 175 ton de armamentos por viagem. Apenas 4 DHMs pesados entregariam 5 mil homens no TO, UMA BRIGADA COMPLETA (com seus batalhões e tropas de apoio, podendo chegar a 5 mil homens).

QUADRO DE
DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO

FORÇA
MÉDIOS
100 TON
PESADOS
300 TON
EB
30
30
MB
20
20
TOTAL
50
50
 Tais dirigíveis em rede poderão beneficiar e alavancar ainda mais uma parceria firmada em 2004 entre o EB e a EMBRAPA para a construção do Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento por Satélite – em Campinas, a qual permitirá o avanço do setor de Inteligência do Exército no uso de imagens e sinais de guerra eletrônica – SIGINT – no monitoramento da fronteira. Para a agricultura, o monitoramento permitirá vantagens como a antecipação da safra.

Para uso civil, os dirigíveis híbridos serão a plataforma ideal, veloz e barata para o transporte de passageiros e cargas no Centro-Oeste e Norte, e entre o Brasil e os demais Países da América Latina voltados para o Pacífico e seus portos. Isso irá baratear em muito a logística voltada para o Oriente.

Grandes florestas e a Cordilheira dos Andes não serão mais barreiras. As indústrias não terão mais necessidade de desmontar grandes equipamentos para as longas e custosas viagens rodoviárias, favorecendo tremendamente a logística e seus custos.

Seguem algumas aplicações em que os DHMs são mais versáteis e econômicas que os outros meios nos hoje quase intransponíveis problemas logísticos da ocupação civil e da operação militar em regiões como a Amazônica, mas atuando sempre com ações integradas entre órgãos civis e militares:

 

 

A) EMPREGO MILITAR:

Bases móveis avançadas;

Operação em esquema de C4ISR;

Vigilância aérea (AEW);

Patrulha, proteção e segurança de fronteiras e extensas áreas;

Patrulha e vigilância fluvial e marítima (ASW);

Missões de busca e salvamento;

Guarda Costeira;

Apoio em combate : busca e resgate, reconhecimento e análise eletrônica, AEW, comando e controle, ataque de míssil de precisão, guerra aérea, de superfície, submarina, anfíbia, OTHT, suporte à frota, etc;

Suprimento e interconexão das diferentes unidades e operações realizadas pelas 3 Forças Armadas;

Transporte de tropas e armamentos pesados para as unidades;

Transporte de pessoal, veículos, embarcações, equipamentos e materiais  diversos para construção, implantação e operação de pequenas comunidades, pelotões, quartéis, bases aéreas, navais e fluviais; e

Socorro em situações de emergência (desastres, enchentes, incêndios e outras calamidades públicas).

B) EMPREGO CIVIL:

Levantamento geográfico, topográfico e pesquisas biológicas e minerais;

Desbravamento, transporte de passageiros e cargas, colonização racional e aproveitamento econômico com respeito ecológico de novos espaços;

Transporte de recursos e produtos do agronegócio (com uso intermodal intensivo);

Monitoramento de safras, reservas ambientais, linhas de transmissão de energia, etc;

Transporte de pessoal, veículos, equipamentos e materiais para construções pesadas e operação de obras de engenharia, como estradas, pontes, portos, aeroportos, usinas, canais, saneamento, escolas, hospitais, reservatórios de combustíveis, etc;

Assistência governamental a núcleos isolados na forma de Ação Cívico-Social, com atendimento público móvel de diversos tipos : desde pequenos postos de saúde a hospitais, correios, escolas, bibliotecas, cartórios, polícia, justiça, etc; e

Programas turísticos, excursões e até hotéis móveis voltados ao ecoturismo, para o desenvolvimento econômico local.


O grande objetivo estratégico nacional de empregar-se DHMs é permitir que a atuação conjunta de tantos órgãos militares e civis possa levar a muitas amplas regiões hoje quase vazias a presença do Estado brasileiro.

No caso da Amazônia, entende-se a necessidade da criação de eixos de desenvolvimento integrados, onde se possa operar telecomunicações, informática, telemática, logística e energia, sempre com o objetivo de capacitar a fundo as suas muitas vocações – agrícola, mineral, energética, e turística – para que todas se reflitam com o tempo em seu amplo desenvolvimento e integração ao Brasil. Com isso, será preservada a nossa soberania na AMAZÔNIA e os DHMs serão fundamentais no processo. 

Brasil e Fronteiras

Área de fronteiras da Amazônia Brasileira com 7 Países.
(Arte Correio Braziliense)

VANTS E O PROJETO AURORA

 

Há no mundo atual vastas pesquisas e desenvolvimentos sobre VANTs – Veículos Aéreos Não-Tripulados (Unmanned Aerial Vehicles – UAVs), que podem ser baseados em diversos tipos de aeronaves, como aviões, helicópteros e até dirigíveis.

Em 1996 o CenPRA propôs o Projeto AURORA (Autonomous Unmanned RemOte monitoring Robotic Airship), ou seja, um dirigível robótico autônomo, não-tripulado, para monitoramento remoto.

Aurora

Dirigível do Projeto Aurora.
(Foto Sidney Pinto da Cunha)

Seu início deu-se em 1997, tendo como objetivos principais estabelecer tecnologia para a operação autônoma de veículos aéreos não tripulados, usando dirigíveis como plataforma, e desenvolver aplicações de dirigíveis robóticos autônomos em áreas como sensoriamento remoto, monitoramento ambiental e inspeção aérea. 


O Projeto Aurora foi planejado para ser um programa de longo prazo e de múltiplas fases, prevendo uma evolução gradual em termos tanto de capacidade de vôo, através de dirigíveis de maior porte, quanto a de nível de autonomia de operação.

ISIS

Dirigível estratosférico não tripulado ISIS para a USAF.
(Arte Lockheed Martin)

O objetivo do programa é alcançar dirigíveis robóticos autônomos e aptos a realizar aplicações de grande duração, cobrindo grandes áreas – como sensoriamento e monitoramento da Amazônia, inspeção de milhares de km de dutos de óleo, gás e de linhas de transmissão, etc.

 

Atualmente, os esforços de pesquisa visam estender as estratégias de controle automático para incluir as fases de decolagem, aterrissagem e vôo pairado, procedimentos que nenhum dirigível no mundo é ainda capaz de fazer de forma automática.Outro domínio de pesquisa consiste em navegar o dirigível por visão computacional, ou seja, capacitar o dirigível a desenvolver trajetórias seguindo alvos visuais, indo além das coordenadas geográficas atualmente em uso.

Os principais colaboradores do

CenPRA são o Departamento de Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia da USP/SC, o Departamento de Ciências da Computação da UFMG, o INPE e a UNICAMP. Os vôos experimentais são realizados na área da 2ª Companhia de Comunicação Leve do Exército, em Campinas, que presta o seu apoio ao projeto. 

Há ainda forte participação de pesquisadores do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa, Portugal, e do Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automação (Inria) em Sophia Antipolis, França. A cooperação internacional envolve também o Instituto de Sistemas e Robótica em Coimbra, Portugal, e a Universidade de Carnegie Mellon em Pittsburgh, nos EUA.

Como valor estratégico, o projeto se insere no esforço de estabelecer no país um programa de VANTs, articulando de forma estruturada os centros de pesquisa, universidades, empresas desenvolvedoras, setores privados e governamentais como usuários, e o governo como responsável central pelo programa.

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