Polícia

Justiça absolve policiais acusados de massacre na Estrutural


O fato aconteceu em agosto de 1998, 12 foram indiciados

Os nove policiais militares acusados de três homicídios, uma tentativa de homicídio e uma lesão corporal durante a desocupação da Estrutural em 1998 foram absolvidos pelo Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O julgamento começou na segunda-feira (24/8) e terminou na tarde deste sábado (29/8). O crime ficou conhecido como Massacre da Estrutural.

No início do processo eram 12 policiais. Um dos acusados morreu e outro foi absolvido. Dos 10 restantes, Márcio Serra Freixo teve o processo desmembrado e um outro policial cuja identidade não foi revelada para a imprensa, foi julgado a revelia, pois não compareceu às sessões.

Cumprido todo o rito previsto em lei, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, se reuniu na sala secreta na manhã deste sábado (29/8) para decidir pela absolvição dos réus.

Na noite de sexta-feira (28/8) o juiz interrompeu o processo pouco depois da meia-noite. Não houve tréplica nem réplica e no mesmo dia encerraram-se os debates.

Ainda cabe recurso.

Entenda o caso

Em agosto de 1998, os policiais militares Daniel de Souza Pinto Júnior, Luiz Henrique Fonseca Teixeira, Carlos Chagas de Alencar, Rodrigo Moreira de Souza, Antônio da Costa Veloso, Francisco Alves de Lima, Vangelista Pereira de Sousa, Cássio Marinho, Márcio Serra Freixo e Eduardo Araújo de Oliveira, a serviço da corporação, teriam praticado os crimes contra os moradores da invasão. À época, testemunhas afirmaram que a truculência dos policiais causou dezenas de mortes e deixou sequelas em outras vítimas.

Todos os crimes teriam sido cometidos durante a Operação Tornado. Inicialmente anunciada como ação policial de combate à falta de segurança na Estrutural, a intervenção foi considerada criminosa pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). E teve como motivação vingança. Os policiais teriam se reunido para compensar a morte de um colega da corporação, assassinato com um tiro por um dos moradores da região. Aproximadamente 1,5 mil policiais militares participaram da operação.

 

Fonte: Correio Braziliense

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